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UM OLHAR SOBRE A CIDADE 2017-1: Buracões urbanos, herança maldita para atual gestão municipal de Araputanga

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FONTE

Depois de 42 dias da nova gestão à frente do Governo Municipal de Araputanga, a reportagem da Folha fez levantamento das condições legadas à nova equipe de governo, quando o assunto são as ruas de Araputanga. O levantamento teve por objetivo produzir, para o leitor da Folha, mais uma edição de “Um Olhar Sobre a Cidade”.  

Durante duas horas, a reportagem acompanhou o vereador Ilídio da Silva Neto, o mais votado na eleição de outubro/2016, percorrendo Ruas adjacentes ao Centro da Cidade e, dos Bairros São José, São Sebastião, Jardim Primavera I e II, São Luiz, Cemitério Municipal, Bairro Jardim do Brás, Cidade Alta, Loteamento Furlan, Jardim Vilagem e, canalização do Córrego do Bacuri, encerrando o ‘tour indigesto’ ao lado da antena Concessionária Oi, em frente ao cemitério velho. VEJA AQUI O VÍDEO.

VALETAS E PANELAS

O cidadão que tem residência no trecho da região central de Araputanga, compreendendo as  Avenidas 23 de Maio, Castelo Branco e, Rua Carlos Luz, escapam das centenas de buracos existentes; os demais, quando podem e, não tem nenhuma autoridade por perto, lamentam sua má sorte de localização residencial; a julgar pela quantidade de valetas e panelas que surgiram no asfalto  sem conservação, vão continuar se lamentando pelos próximos meses e, talvez por anos, até que os recursos do Poder Público sejam suficientes para reparação.

BURACÕES URBANOS

A gestão que herdou a herança maldita (materializada em buracões e valetas), deve gastar muito recurso financeiro, se quiser fazer um serviço de qualidade,  que respeite a vontade popular,  escandalizada por tamanho descaso perpetuado por longos anos.

PRÓXIMO À  PROMOTORIA DE JUSTIÇA

Um buracão que precisa ser contido assim que as chuvas cessarem é o da Rua Carlos Chagas, no Jardim Primavera, em frente ao Campo e Futebol e, cerca de duzentos e cinquenta metros da sede do Ministério Público.

Por comparação hiperbólica é possível simular o futuro do buracão comparando-o com as voçorocas formadas na região rural da Comunidade Botas, onde a ação humana dificilmente controlará a erosão que tomou conta de considerável espaço, no município.

 Se não houver providências que mitiguem e eliminem a acentuada erosão que a enxurrada promove no espaço urbano localizado no Jardim Primavera, as voçorocas  terão novo modelo de como acelerar seu desenvolvimento.

Outros buracões estão bem visíveis à Rua Limiro Rosa Pereira, no Córrego do Bacuri e, à Rua das Palmeiras no Jardim do Brás.

BURACO, CASO DE POLÍCIA

No Centro da cidade, duas valetas quase isolam a sede da 2ª Cia PM de Araputanga. Durante alguns minutos em que a reportagem fotografava o local,  à Rua Valdivino Fidêncio, diversos motoristas que trafegavam, arrastaram o fundo dos veículos em uma das valetas que corta a Rua.

Quando precisa recorrer à Polícia, é comum ao cidadão esperar ação célere dos policiais; porém, as valetas que cercam a Sede da Companhia de Polícia de Araputanga  só contribuem para desfavorecer o trabalho do policiamento à população.

SILÊNCIO DO POVO

Analisando o caso friamente, o que assusta não são a valetas, panelas e buracões; choca sim, o fato que, mesmo prejudicada no ato de trafegar pelas ruas de Araputanga (em vista dos buracos), a população permanece calada, sem cobrar ação dos políticos.

O mesmo comportamento popular percebido na ausência de conservação do asfalto repete-se quando falta água, na ausência de iluminação pública e, quando outros serviços essenciais sob o governo municipal, falham, como exemplo já visto, na falta de medicamentos.

MALHA ASFÁLTICA ARAPUTANGUENSE, PATRÍMÔNIO PÚBLICO ABANDONADO

A reportagem da Folha não pretende lançar sobras sobre o governo municipal em curso e, que dá seus primeiros passos no mandato de quatro anos; contudo é necessário um olhar independente e construtivamente crítico diante do caos que formou o quadro atual  de não-conservação da malha asfáltica enquanto patrimônio público. É evidente que a população percebe o que está acontecendo mas, é possível concluir que o silêncio dos governantes, por enquanto, supostamente converge para a conveniência.